O dia-a-dia nos aliena. Acostumados com a precisão dos passos, a rotina organizada e com tempo controlado, acabamos aceitando muita coisa sem questionar e ficando sempre no mais ou menos. Quando digo que não temos ideia do que consumimos diariamente, não falo apenas de comida. A informação que nos é fornecida pára direto no estômago, já que não há mais possibilidade nem de mastigá-la para saber do que se trata.
O ponto que quero colocar em debate é principalmente a educação. Fundamental para a formação do caráter e da consciência do ser humano, nos dias atuais tem sido colocada em segundo plano. Já na teoria tudo parece funcionar perfeitamente: o governo finge que envia recursos, o professor finge que ensina e o aluno finge que aprende. Até quando teremos que conviver com isso?
Claro que sempre existem excessões que fogem à regra, mas no geral a educação é um ponto crítico no nosso país que, prestem atenção, diminuiu significadamente o número de jovens analfabetos e fora da escola. Na tentativa absurda de se tornar um país de primeiro mundo o Brasil peca mais a cada instante e ao invés de procurar formar cidadãos conscientes, com discernimento de fazer suas próprias escolhas, ele procura robotizar a população, com uma criatividade à lá Aldous Huxley.
Sempre frequentei bibliotecas, principalmente nas escolas em que estudei. Nesse ano houve o reinício das aulas, mas até agora a nossa biblioteca continua fechada, sob protestos de que não há servidores disponíveis no colégio para que tomem conta da mesma. Engraçado é que normalmente vejo a monitoria contratada que desempenharia muito bem a função, em qualquer outro lugar (até mesmo em lojas no centro da cidade em períodos de aula), menos na escola. Ao meu ver, é um desrespeito com os alunos. Ninguém faz nada, ninguém fala nada.
Os professores já não se interessam mais pelo aluno e principalmente por ensinar, já estão cansados, preferem ignorar. Já o jovem hoje em dia dispõe de tantos atrativos (facebook, tablets, iphone e celulares ultramodernos que eu já desistir de acompanhar) que fica difícil prestar atenção na professora chata que vive saindo da sala para fumar na frente do colégio. Tudo muito óbvio, chega até ser banal. O que falta nos tempos atuais é as pessoas enxergarem por trás das máscaras, dos pré-conceitos e dos falsos julgamentos. Todos nós temos algo a ensinar, mas principalmente, muito a aprender. Mesmo que o desinteresse da parte dos alunos desmotive qualquer professor e que a caminhada seja dura, sempre há aquele que tenta captar e agarrar com as duas mãos qualquer palavra dita. Enquanto existir um, apenas um que queira saber, não há porque desistir.
O jornalismo sempre foi algo sonhado e esperado por mim, pois o que mais tive desde a infância foi "fome de mundo". Eu quero contar, saber, passar adiante, SER a notícia. Quero conhecer novas culturas, novos lugares e muitas outras pessoas, espero tirar proveito de todo o conhecimento possível. Acho que é isso que falta na população ou na geração de hoje em dia, curiosidade. Todo mundo se conforma, tudo está bom. NÃO ESTÁ! Tanto eu, como você que está ai em frente ao computador lendo esse texto agora, o seu vizinho, seus parentes... nós somos a voz desse país. Só através de nossas manifestações de descontentamento que conseguiremos melhorias não só para nós, mas também para nossos filhos e quem sabe até netos.
Houve uma referência ao Pink Floyd no título desse texto, sendo também título de uma de suas músicas mais conhecidas. Outro tijolo do muro? Nós não queremos ser apenas mais uns, queremos destaque, importância e acima de tudo, respeito.
"... We don't need no thought control."
sexta-feira, 30 de março de 2012
domingo, 11 de março de 2012
Don't stop.
Eu, assim como milhares que jovens, prestarei vestibular este ano. Finalmente chegou o momento mais esperado, temido e aterrorizante desde que entramos na escola.
A profissão já foi escolhida há tempos: o jornalismo. Não deixa nenhuma dúvida quanto à decisão, já que desde que me conheço por gente o maior desejo sempre foi estar no meio dos acontecimentos e ter o poder de transmitir isso aos outros, ser portadora da voz, da palavra e tentar também abrir a mente das pessoas às novas idéias.
Para isso acontecer existe toda uma PRÉparação. Livros, jornais, apostilas, resumos e mais um bocado de coisas estão espalhadas por todos os lados no meu quarto que já é pequeno. A tensão, o nervosismo e a ansiedade que cercam esse período pré-vestibular me fazem ter ainda mais vontade de estudar e mostrar que sou capaz de superar tudo isso. O cansaço físico/mental depois de um dia estressante de trabalho e aulas, os problemas familiares e todas as outras complicações são esquecidas quando penso que tenho o meu maior sonho até agora nas minhas mãos, sabendo que só depende de mim para alcançá-lo.
Tenho repulsa de quem não ter coragem o suficiente para correr atrás daquilo que almeja e acha que só porque ele não foi capaz, o outro também não pode ser. Eu sei que é difícil, sim. Que eu espero demais de mim, que poderia sonhar mais baixo, que universidade federal do estado não é pra qualquer um, que deveria não criar tanta expectativa... Sim, eu já sei de tudo isso. Agora pensa comigo: se fosse impossível como tacham, então ninguém estaria estudando lá a uma hora dessas, não é mesmo?
Eu quero ter foco e determinação o suficiente neste ano para poder testar os meus limites. Nada mais que uma tentativa para ver até onde sou capaz. Claro que com um objetivo fixo na cabeça, fé no coração e muita força de vontade para arregaçar as mangas e mandar a ver. Espero que tudo dê certo, para que mais adiante eu possa vir aqui compartilhar minha vitória com todos vocês.
Se não for pedir muito, fiquem na torcida por mim!
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Eu acho tão bonito isso de ser abstrato...
Para começo de questão, não sei porque comecei a escrever isso. É madrugada e assisto Friends novamente enquanto tomo um café. Novamente.
Final de semana já é carnaval e pra mim sempre tem um clima muito bom, pois querendo ou não, a felicidade acaba contagiando todo mundo. Amigos, praia, finaleira das férias, é uma boa maneira de encerrar.
2012 desde seu começo está me surpreendendo bastante. Acredito que a partir do momento que deixamos de esperar qualquer coisa, o que é ruim não atinge e o que é bom acaba ganhando uma proporção muito maior. Só que deixar de esperar é bem diferente de não querer. Eu quero muita coisa, pra agora, pra já, pra ontem! E graças a Deus estou correndo atrás de todos esses objetivos... sem esperar que deem certo, mas querendo demais.
Também está sendo um ano de muitas certezas. Chegou a hora de jogar fora tudo aquilo que não presta e não acrescenta na minha vida, para deixar espaço ainda maior pra quem eu quero dentro dela. Uma família unida, amigos cada vez mais maravilhosos e um outro espaço, que mesmo fingindo e dizendo que não, já foi preenchido há muito tempo. Taí quando eu falo em certeza...
Acho que já passei da fase ou perdi o jeito dessa história de romantismo exagerado. Eu sei o que se passa aqui dentro, o que se passa dentro de ti e isso basta. Não vejo necessidade da afirmação do sentimento, dessa pressa exagerada, dessa afobação juvenil, já que pelo menos o que eu sinto se transformou em algo maduro, centrado.
E enquanto algo melhor não chega, eu tô aproveitando bem a minha vida. Fazendo umas besteiras de vez em quando, às vezes tentando te procurar em outro alguém, sabendo que te tenho comigo, mesmo assim. Essa falta de exigências acaba tornando tudo um pouco mais limpo, mais claro... E mesmo sorrindo por aí, eu sei da falta que tu me faz. Descobri que te quero comigo, mas não espero isso.
Talvez essa postagem tenha tomado um rumo totalmente oposto ao que eu esperava, mas já é tarde e eu não tô afim de reler ou mudar. O café acabou e já passou da hora de dormir. Insônia faz a gente falar tanta besteira, então deixa pra lá... Vou achar minha cama e talvez te encontrar nos sonhos, novamente.
"Se a gente já soubesse como vai ser a viagem, não perderia tanto tempo com bobagem e o meu peito poderia muito bem ser a tua moradia... Eu finjo que acredito no que dizem sobre o amor, eu finjo que é eterno mas te peço por favor, esquece tudo e vem passar comigo essa madrugada tão fria.."
Final de semana já é carnaval e pra mim sempre tem um clima muito bom, pois querendo ou não, a felicidade acaba contagiando todo mundo. Amigos, praia, finaleira das férias, é uma boa maneira de encerrar.
2012 desde seu começo está me surpreendendo bastante. Acredito que a partir do momento que deixamos de esperar qualquer coisa, o que é ruim não atinge e o que é bom acaba ganhando uma proporção muito maior. Só que deixar de esperar é bem diferente de não querer. Eu quero muita coisa, pra agora, pra já, pra ontem! E graças a Deus estou correndo atrás de todos esses objetivos... sem esperar que deem certo, mas querendo demais.
Também está sendo um ano de muitas certezas. Chegou a hora de jogar fora tudo aquilo que não presta e não acrescenta na minha vida, para deixar espaço ainda maior pra quem eu quero dentro dela. Uma família unida, amigos cada vez mais maravilhosos e um outro espaço, que mesmo fingindo e dizendo que não, já foi preenchido há muito tempo. Taí quando eu falo em certeza...
Acho que já passei da fase ou perdi o jeito dessa história de romantismo exagerado. Eu sei o que se passa aqui dentro, o que se passa dentro de ti e isso basta. Não vejo necessidade da afirmação do sentimento, dessa pressa exagerada, dessa afobação juvenil, já que pelo menos o que eu sinto se transformou em algo maduro, centrado.
E enquanto algo melhor não chega, eu tô aproveitando bem a minha vida. Fazendo umas besteiras de vez em quando, às vezes tentando te procurar em outro alguém, sabendo que te tenho comigo, mesmo assim. Essa falta de exigências acaba tornando tudo um pouco mais limpo, mais claro... E mesmo sorrindo por aí, eu sei da falta que tu me faz. Descobri que te quero comigo, mas não espero isso.
Talvez essa postagem tenha tomado um rumo totalmente oposto ao que eu esperava, mas já é tarde e eu não tô afim de reler ou mudar. O café acabou e já passou da hora de dormir. Insônia faz a gente falar tanta besteira, então deixa pra lá... Vou achar minha cama e talvez te encontrar nos sonhos, novamente.
"Se a gente já soubesse como vai ser a viagem, não perderia tanto tempo com bobagem e o meu peito poderia muito bem ser a tua moradia... Eu finjo que acredito no que dizem sobre o amor, eu finjo que é eterno mas te peço por favor, esquece tudo e vem passar comigo essa madrugada tão fria.."
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Sobre a tal Lei do Silêncio, Guerra Cyber e a liberdade de expressão.
Nos dias atuais é super comum uma música legal ser lançada e você na mesma semana já baixá-la da internet e colocar pra ouvir com os amigos, principalmente na praia, não é mesmo? Pois é, mas se houverem supostas leis que o proíbam de realizar qualquer um dos dois atos, como é que fica? Parece que estamos voltando no tempo há uns dez, quinze anos atrás. Aliás, não parece, estamos mesmo voltando.
Na cidade onde eu moro agora é comum policiais apreenderem carros com música, invadirem festas de quinze anos e terminar com rodas de violão em plena praia, tudo isso porque na visão deles é perturbação ao sossego alheio. Legal é que para isso é obrigatório no ato a presença do aparelho capaz de medir o nível de decibéis e assim comprovar a irregularidade, o que a Brigada daqui não tem. Isso que vocês estão fazendo, caros brigadianos, é que têm perturbado nosso sossego, terminando com a nossa liberdade de expressão e acabando com a diversão da gurizada, que está na praia de férias e querendo se divertir, não incomodar alguém. Tudo que vem em excesso é ruim e nesse caso são vocês que estão exagerando.
Mudança de foco.
Agora abro um portal e tudo que vejo são notícias relacionadas a aprovação ou não das leis SOPA e PIPA, que pra quem não sabe prometem acabar com a internet do modo que utilizamos hoje em dia. Elas pretendem terminar com a chamada "pirataria digital", ou seja, tudo aquilo que infringe os direitos autorais será tirado do ar e para a pessoa que cometer algum delito a pena pode ser de até cinco anos de prisão. Tchau Wikipédia, tchau 4shared, tchau Megaupload, tchau videozinho legal do Youtube...
Não que eu seja a favor da pirataria, mas acho um absurdo pagar quase trinta reais em um DVD original. O brasileiro não tem condições para algo desse tipo e a internet, mesmo que não seja de forma cem por cento correta, é um meio universal de disponibilizar acesso à cultura, diversão e entretenimento. Será que todo o avanço e facilidade que nos acostumamos a ter na palma da mão acabará e teremos que nos acostumar a viver como antigamente?
Na minha visão, o que deveria acontecer em qualquer um dos casos é um consenso entre as duas partes. Não vivemos mais nos tempos da ditadura e somos pessoas bem esclarecidas para encontrarmos um "meio-termo". Sem esquecer que o respeito ao próximo começa por si mesmo.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Considerações finais.
Final do ano chega e eu sempre fico com aquela sensação de "e se eu tivesse feito isso". E SE eu tivesse tido mais calma, mais paciência? E SE aprendesse a manter o foco, ser mais tolerante, mais confiante, menos teimosa? Mas agora já era, passou e não dá mais pra mudar.
Só que, mesmo com todas essas possibilidades furadas, eu não tenho outra palavra pra descrever esse ano a não ser marcante, desde seu primeiro dia até os poucos que faltam para encerrá-lo. Poderia pensar em milhares de fatos, momentos, histórias, mas prefiro falar sobre as pessoas (e não são tantas assim) que o fizeram valer a pena.
Dá saudade. Dá vontade de sair correndo pra ter um abraço de novo, aquele que foi dado na hora que tu mais precisou, pela pessoa que tu menos imaginou. Risadas aos montes, choros, doideras e erros, muitos, mas que foram necessários para enxergar o que era certo.
Acabei de uma certa forma me afastando também de muita gente que ontem nunca me imaginaria sem, só que talvez por ironia, acabaram nem fazendo falta. Hoje posso ter certeza de quem tá do meu lado é pra nunca mais sair, são aquelas pessoas de fé, que são as "melhores das melhores do mundo" até pra me chingar, mas me mostrar o que é bom.
Pra 2012 eu só peço que todas essas pessoas que fizeram direta ou indiretamente esse ano ficar na memória, estejam presentes e façam esse novo ano também ser guardado com carinho. E pra ti, 2012, só peço que me surpreenda!
Um feliz Natal e Ano Novo a todos nós!
Só que, mesmo com todas essas possibilidades furadas, eu não tenho outra palavra pra descrever esse ano a não ser marcante, desde seu primeiro dia até os poucos que faltam para encerrá-lo. Poderia pensar em milhares de fatos, momentos, histórias, mas prefiro falar sobre as pessoas (e não são tantas assim) que o fizeram valer a pena.
Dá saudade. Dá vontade de sair correndo pra ter um abraço de novo, aquele que foi dado na hora que tu mais precisou, pela pessoa que tu menos imaginou. Risadas aos montes, choros, doideras e erros, muitos, mas que foram necessários para enxergar o que era certo.
Acabei de uma certa forma me afastando também de muita gente que ontem nunca me imaginaria sem, só que talvez por ironia, acabaram nem fazendo falta. Hoje posso ter certeza de quem tá do meu lado é pra nunca mais sair, são aquelas pessoas de fé, que são as "melhores das melhores do mundo" até pra me chingar, mas me mostrar o que é bom.
Pra 2012 eu só peço que todas essas pessoas que fizeram direta ou indiretamente esse ano ficar na memória, estejam presentes e façam esse novo ano também ser guardado com carinho. E pra ti, 2012, só peço que me surpreenda!
Um feliz Natal e Ano Novo a todos nós!
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Eu sempre tive uma relação de amor e ódio com esse período do ano. Considero o Natal, por exemplo, uma época lindíssima e ao tempo repugnante pelo capitalismo gerado ao seu redor nos dias atuais.
Dezembro começa e uma nostalgia me invade, como na maioria das pessoas por aí. Fico pensando em tudo que fiz, que deixei de fazer, que tenho vontade de reviver... E ao mesmo tempo me irrita pensar dessa forma e esquecer que ainda, por mais que seja pouco, um restinho do ano está aí para aproveitarmos e se ainda não foi, fazê-lo valer a pena.
Nós fazemos tantos planos, pensamos demais no depois... e deixamos coisas simples passarem sem que a gente perceba. Então, que cada segundo seja aproveitado como se não existisse próximo dia, nem depois. Que as palavras sejam ditas e que também aconteçam muitos momentos para nos deixar sem palavras.
2011 pode estar apenas começando!
Dezembro começa e uma nostalgia me invade, como na maioria das pessoas por aí. Fico pensando em tudo que fiz, que deixei de fazer, que tenho vontade de reviver... E ao mesmo tempo me irrita pensar dessa forma e esquecer que ainda, por mais que seja pouco, um restinho do ano está aí para aproveitarmos e se ainda não foi, fazê-lo valer a pena.
Nós fazemos tantos planos, pensamos demais no depois... e deixamos coisas simples passarem sem que a gente perceba. Então, que cada segundo seja aproveitado como se não existisse próximo dia, nem depois. Que as palavras sejam ditas e que também aconteçam muitos momentos para nos deixar sem palavras.
2011 pode estar apenas começando!
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
E o que eu desejo, será que tem nome?
Temos a pressa em viver tudo que nos é permitido, superar nossos limites, aproveitar a juventude, ter o que contar para nossos netos. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas de repente percebo que muitas vezes poder ter tudo significa não ter nada.
Eu olho para o lado e não consigo acompanhar o ritmo acelerado das coisas. Não entendo as pessoas, suas atitudes e muito menos as circunstâncias que os levam a tomar supostas ações. Sabe aquele momento em que nenhuma companhia, lugar ou até bebida é capaz de tirar a angústia que fica dentro do peito?
É como se eu precisasse de mais que isso, esperasse por algo maior que todo o resto. O caso, meu bem, é que nem eu sei o que eu espero e necessito. Como se lá no inconsciente eu soubesse que algo melhor me espera, sem saber o quê.
Às vezes eu até fico pensando se o problema não é com o meu jeito, meu mal jeito, minha falta de jeito... Será que eu não assusto as pessoas e espanto elas de perto de mim? E será que esse objetivo/pessoa/mudança demorará tanto assim para chegar e tornar a vida um pouquinho mais palpável e "entendível"?
Eu olho para o lado e não consigo acompanhar o ritmo acelerado das coisas. Não entendo as pessoas, suas atitudes e muito menos as circunstâncias que os levam a tomar supostas ações. Sabe aquele momento em que nenhuma companhia, lugar ou até bebida é capaz de tirar a angústia que fica dentro do peito?
É como se eu precisasse de mais que isso, esperasse por algo maior que todo o resto. O caso, meu bem, é que nem eu sei o que eu espero e necessito. Como se lá no inconsciente eu soubesse que algo melhor me espera, sem saber o quê.
Às vezes eu até fico pensando se o problema não é com o meu jeito, meu mal jeito, minha falta de jeito... Será que eu não assusto as pessoas e espanto elas de perto de mim? E será que esse objetivo/pessoa/mudança demorará tanto assim para chegar e tornar a vida um pouquinho mais palpável e "entendível"?
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Algumas considerações.
Nunca soube se existe mesmo esse tal de inferno astral, mas ultimamente no estresse que ando, cheguei até a considerar essa hipótese. São tantas coisas acontecendo simultaneamente e trazendo com elas um turbilhão de mudanças, que é complicado assimilar tudo assim tão de repente. Talvez esse seja o fator nº1.
Eu que sempre fui de deixar "o barco correr" ando numa ansiedade descomunal e acabo me achando responsável por tudo de errado que acontece ao meu redor, seja comigo, com meus amigos, minha família... Eu sempre sinto que poderia ter feito algo diferente, algum detalhe, que poderia ter me doado mais, ajudado mais, e é complicado pra mim perceber agora, por exemplo, que tem coisas que não me dizem respeito algum. Esse é o 2º fator.
O 3º começa quando de repente abro a internet de noite e vejo quinhentos tweets ou status no facebook com frases de Caio F. e Renato Russo. Um bando de gente burra, que não os reconhecem numa foto e não devem saber ao menos que já morreram, agora pagam de fãs intelectuais de coisas que gosto já fazem anos. Chega a ser um desrespeito com a imagem de pessoas tão geniais... Irônico esses dias foi o guri mais machista que eu conheço postar uma frase do Caio Fernando Abreu, mas né, vamos seguir o baile...
Falta de educação. Fator 4: A qualidade que eu mais prezo desde que me entendo por gente está escassa igual à nota de um real. Como trabalho em comércio, já me acostumei a ser mal-tratada e levar a culpa de tudo, mas entendam de uma só vez: Um sorriso, um obrigada, um desculpa ou um por favor são coisas que não fazem mal à ninguém!
E o último, mas não menos importante, 5: Fofoca. Ando com tão pouco tempo de cuidar da minha vida, mas por incrível que pareça descobri que não preciso me preocupar, já que existe tanta gente cuidando dela por aí. A todos vocês, que sabem quem são, meu imenso "MUITO obrigada!"
Por hoje é isso pessoal, acho que tenho mesmo é que tomar um banho de sal grosso e arruda pra jogar fora todas essas más energias.
Eu que sempre fui de deixar "o barco correr" ando numa ansiedade descomunal e acabo me achando responsável por tudo de errado que acontece ao meu redor, seja comigo, com meus amigos, minha família... Eu sempre sinto que poderia ter feito algo diferente, algum detalhe, que poderia ter me doado mais, ajudado mais, e é complicado pra mim perceber agora, por exemplo, que tem coisas que não me dizem respeito algum. Esse é o 2º fator.
O 3º começa quando de repente abro a internet de noite e vejo quinhentos tweets ou status no facebook com frases de Caio F. e Renato Russo. Um bando de gente burra, que não os reconhecem numa foto e não devem saber ao menos que já morreram, agora pagam de fãs intelectuais de coisas que gosto já fazem anos. Chega a ser um desrespeito com a imagem de pessoas tão geniais... Irônico esses dias foi o guri mais machista que eu conheço postar uma frase do Caio Fernando Abreu, mas né, vamos seguir o baile...
Falta de educação. Fator 4: A qualidade que eu mais prezo desde que me entendo por gente está escassa igual à nota de um real. Como trabalho em comércio, já me acostumei a ser mal-tratada e levar a culpa de tudo, mas entendam de uma só vez: Um sorriso, um obrigada, um desculpa ou um por favor são coisas que não fazem mal à ninguém!
E o último, mas não menos importante, 5: Fofoca. Ando com tão pouco tempo de cuidar da minha vida, mas por incrível que pareça descobri que não preciso me preocupar, já que existe tanta gente cuidando dela por aí. A todos vocês, que sabem quem são, meu imenso "MUITO obrigada!"
Por hoje é isso pessoal, acho que tenho mesmo é que tomar um banho de sal grosso e arruda pra jogar fora todas essas más energias.
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